Dois anos...

 

15 de abril de 2008 foi um dia muito especial. Completei nessa data dois anos em Buenos Aires. Passou tão rápido que não posso nem acreditar! Parece que foi ontem que eu estava fazendo as malas, pensando no que teria que trazer e despedindo-me da minha família e dos meus amigos.

Passei muitos momentos bons e outros nem tanto. Pra falar a verdade, é melhor nem lembrar desses maus bocados. O que ficou no passado está morto e enterrado. Gosto de lembrar das coisas boas. Essas, sim, gosto de recordar. Como minha viagem a Bariloche, as tardes superengraçadas regadas a muito mate no escritório, rindo com a Silvi e o Alejandro. Queria fazer um parêntesis aqui e contar que ninguém, mas ninguém fala “mieeerrrrrrrrda” como o Ale.

Como esquecer das longas conversas sobre todos os temas possíveis e imagináveis com a Eliana e a Cíntia no breakroom? Altos papos e altas fofocas. As facturas com a Paulinha e o Helio no fim de tarde também ficaram marcadas. As risadas com a Yamis e a Vanesa. E há não muito tempo pude participar da caravana da alegria ao carnaval de Gualeguaychú. O mais legal dessa viagem é que pude vivenciar de maneira muito profunda o entorno que me cercava, através das pessoas e seus costumes.

Se hoje alguém me pergunta se eu deveria ter vindo mesmo morar em Buenos Aires (como realmente muitos já me perguntaram) eu poderia responder que sim. Fazendo um balanço rápido, poderia concluir que valeu muito a pena. Não vim fazer dinheiro, não me tornei rica, e tampouco encontrei o grande amor da minha vida aqui. Talvez essa experiência tenha feito de mim uma pessoa diferente hoje. Diferente do que eu poderia ser sem ter vivido tudo isso.

Às vezes morro de saudades do Brasil, da família, dos amigos, mas é hora de olhar pra trás e recordar a escolha que um dia eu mesma fiz ao vir para cá. Quando fiz minha trouxa e me mandei pra Buenos Aires sabia que enfrentaria momentos difíceis, de lutas e solidão. Entretanto, eu estava muito obstinada e não mudaria de idéia por nada nesse mundo. Ou melhor, por muito poucas. Costumo dizer que o “SE” (se eu não tivesse vindo, se tivesse mudado de emprego...se, se, se) me mataria para o resto da minha vida. Eu tinha que arriscar!

O tempo passa rápido. Passa rápido no Brasil, na Argentina...Enfim, acho que preciso encontrar um lugar que eu possa parar o relógio!    

 

 

 



Escrito por Mari às 00h00
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