
Detalhes da vida...
Um dos dias da semana passada, não fui almoçar com meus colegas de trabalho. Queria tomar sol e tentar bronzear minhas pernas transparentes, que há mais de um ano não vêem a praia. Comprei um lanche e fui a uma pracinha que há perto do escritório. Ali, durante uma hora de sol e sanduíche, aconteceram coisas que me fizeram ver que passamos rápido demais pela vida e damos pouca atenção aos detalhes.
Nesse mesmo horário as mães costumam levar seus filhos pequenos, que acabaram que buscar na escola, e o lugar fica cheio de crianças brincando. Vi duas menininhas que se encontraram e, inesperadamente, se abraçaram bem forte. Fiquei sensibilizada. Elas fizeram isso porque queriam, e não porque alguém lhes impôs tal comportamento. Pode-se dizer que foi 100% espontâneo. Tá ok, uma lição que aprendi de duas crianças.
Não havia partido pra sobremesa, e vi uma bebê caminhando. De certa forma, identifiquei-me com ela. Pela idade? Obviamente que não! Mas percebi que, quando ela sentia que ia perder o equilíbrio, preferia se jogar de bunda no chão. Lembrei-me de mim tentando esquiar na neve. Quando sentia que poderia fazer um desastre, jogava-me com tudo. Resultado: manchas roxas por todas partes do corpo e uma dor no traseiro que nunca esquecerei na minha vida.
Antes de ir embora, outra coisa atraiu minha atenção. Um grupo de pombinhas estavam bicando um pedaço enorme de pão e tentando cada uma defender seu bocado. Eis que chegou um passarinho menor, segurou o pão inteiro com seu modesto biquinho, e vôou com tudo sozinho para longe sem que os demais nem sequer se dessem conta. Se pombinhas tivessem feições, eu diria que elas ficaram com caras de bobas. Ao observar essa cena não descobri a lâmpada, mas pude confirmar uma expressão que, pelo menos no caso dos passarinhos da pracinha ao lado, se aplica: Tamanho não é documento!